Matérias-primas puxam elevação do IGP-M

SÃO PAULO, 30 de outubro de 2008 – O aumento do custo das
matérias-primas brutas elevou as despesas no atacado, puxando uma
aceleração do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), informou hoje a
Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em outubro , o indicador subiu 0,98%,
superando a taxa apurada em setembro (0,11%). Esta é a maior alta desde
julho de 2008. No ano, o índice acumula inflação de 9,53% e em 12 meses
de 12,23%.

O Índice de Preços por Atacado (IPA) subiu de 0,04% para 1,24%, sendo
que o índice relativo aos Bens Finais avançou de -0,18% para 0,64%.
Contribuiu para a aceleração o subgrupo alimentos processados, cuja
taxa de variação subiu de 0,29% para 1,95%. Excluindo-se os subgrupos
alimentos in natura e combustíveis, o índice de Bens Finais (ex)
registrou alta de 0,24% para 1,01%.

O índice referente ao grupo Bens Intermediários subiu de 1,05% para
1,14%, influenciado pelo subgrupo suprimentos que registrou acréscimo
de 1,47% para 2,08%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado
após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a
produção, aumentou 1,19% em outubro, ante 1,17% em setembro.

No estágio inicial da produção, o índice de Matérias-Primas Brutas
saltou de -1,21% para 2,09%, em outubro, sendo que os destaques foram
tomate (-27,95% para 7,73%), minério de ferro (2,92% para 13,89%) e
mandioca (2,63% para 28,97%). Em sentido oposto, registraram
desacelerações em itens como: aves (1,48% para -0,67%), café (3,78%
para -0,01%) e soja (-0,08% para -0,37%).

O componente Índice de Preços ao Consumidor (IPC) avançou de -0,06%
para 0,25%, sendo que quatro das sete classes de despesa componentes do
índice apresentaram acréscimos. A principal contribuição no sentido
ascendente partiu do grupo Alimentação (-1,04% para 0,13%) com destaque
para hortaliças e legumes (-8,84% para -3,78%), arroz e feijão (-4,34%
para 1,87%), carnes bovinas (0,26% para 2,39%) e laticínios (-2,92%
para -1,42%). Além disso, Habitação (0,29% para 0,38%), Vestuário
(0,31% para 0,90%) e Transportes (0,11% para 0,14%) também contribuiram
para a alta do IPC-M Em contrapartida, houve redução nos grupos
Despesas Diversas (1,26% para 0,22%), Educação, Leitura e Recreação
(0,35% para 0,02%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,32% para 0,30%).

Já Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) recuou de 0,95% para
0,85%, influenciado pelo grupos Materiais (1,73% para 1,63%) e
Mão-de-Obra (0,30% para 0,14%).Já a taxa do grupo Serviços apresentou
elevação, passando de 0,40% para 0,59%.

(Redação – InvestNews)

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