Lula pede a brasileiros que mantenham confiança no país

Segundo presidente, momento é de apostar no mercado interno.
Lula negou que tenha criado gabinete para acompanhar crise mundial.

Jeferson Ribeiro

Do G1, em Manaus

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu nesta terça-feira
(30) que os brasileiros continuem acreditando no país e disse
que, desta vez, o Brasil não será vítima das crises
internacionais. Nesta segunda (29), o Congresso
dos Estados Unidos rejeitou o plano de US$ 700  bilhões de
ajuda ao sistema financeiro
do país, o que derrubou as
bolsas de todo o mundo.

 

O presidente disse em Manaus, onde participa de reunião com os
presidentes Hugo Chávez (Venezuela), Rafael Corrêa (Equador) e
Evo Morales (Bolívia), que a crise é "muito séria e
profunda", mas que o
governo não permitirá a falta de crédito para obras e
empresas.
 “Certamente é uma das maiores crises econômicas
que o mundo já viu. A diferença é que nas crises que houveram há
10 ou 15 anos, nossos países estavam muito frágeis."

 

Ao contrário das declarações que deu na semana passada, quando chegou
a afirmar que perguntas sobre a crise deveriam ser feitas ao
presidente George Bush
, Lula admitiu que o Brasil não
está imune aos problemas da economia americana, embora afirme
que o país está melhor preparado para enfrentar a situação. 


"Nós aqui estamos numa situação muito mais tranqüila. Não
que não corramos risco. Podemos correr porque uma recessão em
caráter mundial traz riscos para nós. Mas estamos mais sólidos e
precavidos”, argumentou. Lula ressaltou, porém, que a situação é
diferente da de outras crises. "Quando os Estados Unidos
espirravam, nós pegávamos pneumonia", declarou.

Lula disse ainda que espera que os
norte-americanos resolvam logo seus problemas. "A gente fez
o dever de casa e eles não. [Eles] Passaram anos dizendo o que
nós devíamos fazer e não fizeram [o que nos diziam].“

Lula se disse solidário ao povo americano.
"Eu quero o bem do povo americano. Ninguém merece uma
crise. São mais de 340 mil famílias que perderam suas casas nos
Estados Unidos. O que estou torcendo é para que o governo, o
Congresso, os empresários e o povo americano encontrem uma saída
e que as eleições não atrapalhem as decisões para que a crise
não aprofunde os problemas em outros países”, afirmou. 

 

 

Sem gabinete de crise 

 

Lula negou ainda que tenha criado um gabinete ministerial para
acompanhar os desdobramentos da crise financeira. Segundo
ele, os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, e
o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, têm obrigação
de acompanhar a questão as exportações e do câmbio.

 

“Não criei um gabinete de crise. Tenho me reunido
sistematicamente com o ministro Mantega e com o presidente do
Banco Central. Não existe uma espécie de gabinete de crise.
Tanto o presidente do BC, o ministro da Fazenda e do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio precisam conversar entre
si para tratar das exportações e da questão do câmbio”, afirmou.

Questionado sobre o que o país deve esperar da
crise internacional, o presidente afirmou que é hora de ter
confiança no Brasil. “O momento é de acreditar nesse país, no
mercado interno do país, e acreditar que não seremos vítimas
como das outras vezes. E torcer para que os americanos resolvam
os seus problemas”, afirmou.

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