Jeito chinês de fazer negócios

 
Jeito chinês de fazer
negócios
 
22 de agosto de 2008 às 00:10
Por Geraldo Ferreira – Da redação:
http://www.administradores.com.br

Mais uma vez, em um processo que deve se intensificar nos próximos anos, o
mundo todo volta suas atenções para a China, gigante que fascina pela história,
cultura e por seu ritmo acelerado do crescimento econômico, e que vem criando,
nos últimos anos, uma potencia econômica mundial. A forma com que o chinês trata
as relações empresariais e o trabalho, resultado de uma cultura bem diferente da
ocidental, que o mundo está começando a prestar atenção, é um dos fatores que
fazem com que as empresas chinesas sejam o que são hoje: uma boa opção na hora
de se fazer negócios.

Como é sabido, a China chegou ao ápice de seu
potencial capitalista com décadas de atraso, em função do sistema comunista ter
mantido seu mercado fechado para o comércio mundial até três décadas atrás.
Assim, o chinês se diferencia por ter a consciência de que ainda tem muito a
aprender sobre a arte de fazer negócios e, por isso, escuta muito o que o
cliente tem a dizer. É o jeito chinês de fazer negócios.

No dia-a-dia das
empresas, isso se reflete na maior flexibilidade chinesa nas negociações, isto
é, no momento de fechar parcerias e negócios. Aqui, a inexistência de regras
pré-definidas, que limitam o que pode ou não pode ser feito, geralmente
proporciona melhores condições de negociação, já que a idéia é atender o cliente
da forma que ele precisar. Por esse motivo, as empresas chinesas apresentam
condições de ganhar concorrências.

Entretanto, a pouca familiaridade que
os chineses ainda têm com o mundo dos negócios, mostra que em algumas áreas os
chineses ainda estão em fase de evolução, como no marketing, por exemplo. Diante
da necessidade de ter grande capacidade fabril, para ser competitiva no mercado
internacional, as empresas chinesas têm seu foco voltado apenas a produtos e
preços, e poderão trabalhar mais os outros dois Ps – promoção e praça – que
formam o chamado “Marketing Mix” ou os 4Ps do marketing: produto, preço,
promoção e praça (distribuição).

A ausência de uma comunicação constante
e profissional faz falta e mostrar que as empresas chinesas hoje alcançam altos
níveis de qualidade em seus produtos ao mercado é uma dificuldade. Esse cenário
pode e deve mudar com um trabalho de longo prazo que vem sendo feito. Já a
ampliação dos canais de distribuição permitirá que o produto chinês chegue a
cada vez mais pessoas e a mercados onde não atua.

A expansão dessa nova
cultura no mundo é positiva para os negócios e também para o consumidor final,
porque representa uma alternativa, de grande competitividade, no fornecimento de
produtos e serviços. Como em toda boa concorrência, a chegada de um número maior
de “players” amplia a oferta, o que sempre é positivo.

O fato é que o
jeito chinês de fazer negócio chegou para ficar, e está cada vez mais presente
no dia-a-dia das pessoas que tomam decisões nas empresas, seja no Brasil, nos
Estados Unidos ou na Europa.

Geraldo Ferreira é
gerente geral para o Brasil da Asia Pulp and Paper, uma das maiores empresas do
mundo na área de Papel e Celulose com sedes na China e na Indonésia.


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